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João Bênnio Baptista, nascido em Mutum (MG), a 11 de abril de 1927, aos 19 anos de idade já atuava em Manhãs de Sol, comédia de Oduvaldo Viana (o pai).  Por quase 30 anos, João Bênnio foi decisivo na vida cultural goiana, tanto no cinema, teatro, televisão, rádio, como no jornalismo, que exerceu escrevendo crônicas para o jornal Diário da Manhã.

João Bênnio Baptista, nascido no dia 11 de abril de 1927, em Mutum, Minas Gerais, começou a sua carreira artística levando peças de teatro amador para o interior de Minas. Aos 19 anos ele atuou na peça Manhãs de Sol, uma comédia de Oduvaldo Viana. Interpretando no monólogo As Mãos de Eurídice, de Pedro Bloch, ele apresentou-se em diversas cidades e estados, até que os goianos, que compareceram em grande número ao Jóquei Clube, puderam vê-lo no palco. Depois desse primeiro e fascinante contato, João Bênnio decide mudar-se para Goiânia em 1955 e viveu 29 anos na capital goiana, onde criou o grupo teatral Bênnio e seus Artistas.

Agitando a cultura goiana, ele também participou da formação do Teatro de Emergência, aberto em 1962 e que teve o seu fim 1964. Em 1966, ele foi para o Rio de Janeiro e participou, como ator, de importantes espetáculos teatrais. Mas, a saudade falou mais alto e João voltou à Goiânia e foi nomeado para a direção do Teatro Goiânia e fundou, em 1967, a Bênnio Produções Cinematográficas, pela qual estreou, em 1968, na direção do longa-metragem O diabo mora no sangue, voltando a fazer cinema e tornando-se, ao lado de Cici Pinheiro, um dos precursores do cinema em Goiás. Cici Pinheiro teve o seu projeto do filme O Ermitão de Muquém (1966), abortado por falta de apoio. Logo, Bênnio produz Tempo de violência (1969) e Simeão, o Boêmio (1969).

A filmografia de João Bênnio é extensa: como ator, ele atuou, em 1954, no filme Candinho (participação não creditada); em 1968, O Diabo Mora no Sangue; em 1969, Tempo de Violência; Simeão, o Boêmio; 1973, O Azarento; Um Homem de Sorte; 1975, O Leão do Norte; 1976, A Mulher que Comeu o Amante (CM). Como, diretor, ele atuou em Simeão, o Boêmio – 1970 e em O Azarento, Um Homem de Sorte – 1973.

Por quase 30 anos, João Bênnio foi decisivo na vida cultural goiana, tanto no cinema, teatro, televisão, rádio, como no jornalismo, que exerceu escrevendo crônicas para o jornal Diário da Manhã.

No dia 18 de junho de 1984, o ator e diretor João Bênnio morreu, aos 57 anos, em Goiânia, mantendo-se, até o presente, como uma referência do cinema de qualidade feito em Goiás.

O cineasta Ângelo Lima, no ano de 1986, em conjunto com o Cineclube João Bênnio, produziu o filme O Pescador de Cinema, trabalho avalizado pela Embrafilme, extinta no governo de Fernando Collor, o que ocasionou a interrupção da produção, que só foi finalizada em 1999, com a celebração de convênio entre a ABD-GO e a Fundação Cultural Pedro Ludovico Teixeira.

Em 1999, na passagem dos 15 anos do falecimento de João Bênnio, o CJB homenageou o seu patrono, com o lançamento do livro Bênnio – Da Cozinha para a Sala Escura, de autoria de Beto Leão e a exibição do filme O Pescador de Cinema. Na mesma ocasião, houve exposição de fotografias e projeção  das películas Simeão, o Boêmio, de João Bênnio, e do documentário Bênnio – O Inesquecível Alquimista das Artes, de Eudaldo Guimarães e Beto Leão. Fazendo coro com o CBJ, a TV Brasil Central apresentou um programa especial sobre o cineasta, incluindo o vídeo O Inesquecível Alquimista das Artes e o longa-metragem O Diabo Mora no Sangue.

O documentário O Pescador de Cinema e o livro Bênnio – Da Cozinha para a Sala Escura, participaram do 10° Festival Internacional de Curta-Metragem de São Paulo, que aconteceu entre os dias 19 e 28 de agosto de 2000. Ainda em 2000, as obras fizeram parte da XXVII Jornada Internacional de Cinema da Bahia, que aconteceu entre os dias 12 e 18 de setembro; além dessas participações em outros estados, o filme e o livro foram lançados no Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, o FICA.