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Lygia Rassi, poeta, musicista, ensaísta e pesquisadora. Nascida no Rio de Janeiro e faleceu em Goiânia em 26 de maio de 2005.

Lygia de Moura Rassi, nascida no dia 12 de agosto de 1933, no Rio de Janeiro; era filha de Pedro Moura e Maria de Abreu Moura. O pai de Lygia era docente da tradicional Faculdade de Medicina da Praia Vermelha. Ela estudou no colégio Santo Amaro, onde conclui o antigo primário; e no colégio São Paulo, onde fez o ginasial e ainda no Rio de Janeiro. Desde adolescente, Lygia já lia as grandes obras da literatura nacional e mundial e escrevia poemas e contos. Ela também fez o Curso de Piano na Escola Nacional de Música e Psicologia e Relações Humanas, no Centro de Estudos Sociais Dom Pedro II, na antiga capital brasileira. Lygia veio para Goiás bastante jovem, onde obteve Licenciatura Plena em Música pelo Instituto de Artes da Universidade Federal de Goiás (antigo Conservatório de Música da UFG).

Em 1953, ela casou-se com o médico Luiz Rassi, um dos fundadores da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás e da Academia Goiana de Medicina, da qual foi o primeiro presidente. Desde então, Lygia residiu em Goiânia e, junto com seu esposo, participou de diversificadas atividades filantrópicas, na qualidade de Rotarianos. Uma curiosidade histórica: Luiz e Lygia Rassi  idealizaram e ajudaram na concretização do Monumento das Três Raças, na Praça Cívica, um dos cartões postais de Goiânia.

 A escritora Lygia de Moura Rassi pertenceu à União Brasileira de Escritores de Goiás e, desde 09 de novembro de 1971, à Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, sendo sua presidente por um período. Ela foi membro do Conselho Estadual de Cultura, da Academia Nacional de Música, da Academia Petropolitana de Letras; da Academia Goiana de Letras, Cadeira l6, cujo Patrono é Henrique José da Silva e, em 1990, foi uma das fundadoras e membro da Academia Trindadense de Letras, onde teve uma atuação destacada.

Lygia de Moura Rassi encontra-se no Dicionário Enciclopédico de Goiás, de Lisita Júnior; no livro Rastro Literário, de Geraldo Coelho Vaz. Ela é citada nos livros Estudos Literários de Autores Goianos e Escritores de Goiás, ambos de Mário Ribeiro Martins. Consta na Estante do Escritor Goiano, do Serviço Social do Comércio. Ela também foi laureada com a Menção Honrosa no Concurso Nacional Coplaven de Literatura, promovido pelo Clube Brasileiro de Literatura. Foi amplamente estudada na antologia Goiás – Meio Século de Poesia, do poeta goiano Gabriel Nascente e biografada no Dicionário Bibliográfico de Goiás, de Mário Ribeiro Martins.

Sempre atuante nos certames literários, Lygia foi premiada em Goiás e em outros estados brasileiros e recebeu a Menção Honrosa nos concursos José Décio Filho, em 1983; e da bolsa de publicações Hugo de Carvalho Ramos, nos anos de 1984 e 1985. Depois, em 2000, fez jus ao Troféu Tiokô.

A autora publicou: A prosódia, suas conotações histórico-didáticas (1978); Vozes do tempo (1983); Encontros em Cantos (1985); Revertere (1987); Momentos plurais (1990); Conheça sua cidade (1999); Flor poesia (1999); Dos Cedros à Palmeira (2000); ReCantos {edição bilíngue} (2001); Veios da Paixão (2002); Silencios de Viento y Mar {bilíngue}, em parceria com a escritora Lêda Selma ( 2003).

Junto com seu inegável talento literário, Lygia era pianista e professora de piano, querida por seus alunos e colegas de trabalho, destacando na vida social goiana por sua delicadeza e inteligência.

Contam os parentes e amigos, que a escritora cuidava do jardim de sua casa, quando feriu o dedo no espinho de uma roseira e aquele ferimento inchou além do normal e ela foi levada ao hospital, mas, horas depois, foi para a Unidade de Terapia Intensiva e teve morte cerebral, depois de um Acidente Vascular Cerebral. No dia 25 de maio de 2005, falecia Lygia de Moura Rassi, aos 71 anos, no Hospital Neurológico de Goiânia.